A casa da Pantera - O filme  escrito em segunda 22 junho 2009 23:26


Curta metragem documentário que contará a história do bar "Casa da Pantera", bar que existia no centro de Nova Iguaçu em plena ditadura militar onde se reuniam artistas, produtores culturais, boêmios e militantes da baixada fluminense no final da década de setenta. Figuras inesquecíveis e essenciais para identidade cultural da cidade, varavam madrugadas no bar, embalados por muita poesia e rodas de violão. Pelo bar passaram ilustres e desconhecidos dentre os tais: Heitor Negrinho, Djair Esteves, Flávio Nascimento e sua caixinha de cinema, Samaral e seus poemas sonoros, Zé Cordeiro e seus pop’s – repentes, Laís Sá do Amaral, Cirino Neto, Moduam Matos, Luiz Coelho e outros marcantes artistas da região.Muitos dos “loucos” que frequentavam o bar ainda hoje são militantes culturais e são responsáveis por não deixar a arte morrer na Baixada Fluminense.

  O objetivo do documentário é expor para as novas gerações as dificuldades de se fazer cultura num período de repressão, mostrar as diferentes artimanhas usadas por poetas, músicos e artistas em geral para burlar a censura,  e desta forma transformar isso em incentivo buscando uma autocrítica em relação às facilidades e ferramentas existentes nos dias de hoje que são desperdiçadas com bobagens e modismos. É de grande importância mostrar para as novas gerações as diferentes formas de produzir cultura de acordo com as características políticas e sociais de cada época, o desenrolo e os riscos que foram necessários para fomentar cultura como ferramenta de cidadania num período autoritário da História do Brasil. Deixar como exemplo suas conquistas e erros para que sirva de exemplo e inspiração aos futuros fomentadores culturais da região.

  Entre inúmeros propósitos queremos homenagear uma época, uma geração iluminada em tempos obscuros, um espaço cultural e boêmio, exaltar a relação da maravilhosa relação entre a BOÊMIA e a ARTE. 

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Bohemia entre irmãs.  (DIÁRIO DE FILMAGENS) escrito em terça 23 junho 2009 01:09

Estreando o diário tentarei resumir os planos e o que consegui de depoimentos sem câmera até agora.

 

Domingo tive um papo informal regado a clássica cervejinha de um fim de domingo após o jogo da seleção brasileira na casa da avó de minha mulher ( cujo as tias eram freqüentadoras da Pantera),. Comecei sem intenção nenhuma de colher fatos da época, só havia comentado a intenção do filme (coisa que já havia feito anteriormente)  com uma das tias freqentadoras chamada Elinice e ela logo se empolgou e começou me falar um monte de nomes e lugares da época feito uma metralhadora, sem se importar muito com datas ou virgulas. Acabei me empolgando também e logo peguei um bloquinho e lápis ( ferramentas que sempre andam comigo na mochila). E lhes digo que valeu me empolgar pois junto dela estavam as duas irmãs que também eram frequentadoras assíduas da Pantera (Silvia e Tia Tí) que da mesma forma que a irmã falavam empolgadas e saudosas nomes dos “rapazes” do violão,da poesia e da boêmia, uma atropelando a outra e tudo acontecia acompanhado de muitas risadas e euforia juvenil, como se tivessem voltado a ter a idade que tinham nos tempos da pantera.

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