Curta metragem documentário que contará a história do bar "Casa da Pantera", bar que existia no centro de Nova Iguaçu em plena ditadura militar onde se reuniam artistas, produtores culturais, boêmios e militantes da baixada fluminense no final da década de setenta. Figuras inesquecíveis e essenciais para identidade cultural da cidade, varavam madrugadas no bar, embalados por muita poesia e rodas de violão. Pelo bar passaram ilustres e desconhecidos dentre os tais: Heitor Negrinho, Djair Esteves, Flávio Nascimento e sua caixinha de cinema, Samaral e seus poemas sonoros, Zé Cordeiro e seus pop’s – repentes, Laís Sá do Amaral, Cirino Neto, Moduam Matos, Luiz Coelho e outros marcantes artistas da região.Muitos dos “loucos” que frequentavam o bar ainda hoje são militantes culturais e são responsáveis por não deixar a arte morrer na Baixada Fluminense.
O objetivo do documentário é expor para as novas gerações as dificuldades de se fazer cultura num período de repressão, mostrar as diferentes artimanhas usadas por poetas, músicos e artistas em geral para burlar a censura, e desta forma transformar isso em incentivo buscando uma autocrítica em relação às facilidades e ferramentas existentes nos dias de hoje que são desperdiçadas com bobagens e modismos. É de grande importância mostrar para as novas gerações as diferentes formas de produzir cultura de acordo com as características políticas e sociais de cada época, o desenrolo e os riscos que foram necessários para fomentar cultura como ferramenta de cidadania num período autoritário da História do Brasil. Deixar como exemplo suas conquistas e erros para que sirva de exemplo e inspiração aos futuros fomentadores culturais da região.
Entre inúmeros propósitos queremos homenagear uma época, uma geração iluminada em tempos obscuros, um espaço cultural e boêmio, exaltar a relação da maravilhosa relação entre a BOÊMIA e a ARTE.
